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O que o dólar influencia no mercado de trabalho e na sua vida?

O ano de 2018 tem se mostrado um dos mais desafiadores para os brasileiros. A alta taxa de desemprego e a incerteza política e econômica deste ano eleitoral abalaram nossa moeda. Diante de projeções pessimistas, o mercado financeiro reagiu e o valor do dólar disparou, chegando a ser cotado a R$ 4,20, o maior fechamento já registrado em relação ao real.

O Brasil não via uma taxa de câmbio tão alta desde janeiro de 2016, quando o dólar bateu em R$ 4,16. Uma projeção mais negativa do Bank of America Merrill Lynch chegou a estimar que o dólar atingiria a cotação de R$ 5,50 este ano. Porém, com a definição do segundo turno das eleições, o dólar teve uma leve queda e segundo projeções do Banco Central, deve fechar o ano por volta dos R$ 3,80.

Mesmo que seu salário não seja em dólar ou não tenha planos de viajar ao exterior no momento, a desvalorização da moeda tem impacto na vida de todo mundo. De cara, a alta do dólar afeta o poder de compra do brasileiro, já que produtos e insumos importados aumentam de preço. Consequentemente, com a retração no consumo, as empresas suspendem investimentos e contratações.

Já uma taxa de câmbio baixa afeta as exportações de produtos e insumos nacionais.  Não há um consenso sobre uma taxa ideal, já que uns defendem incentivar as exportações, outros defendem um câmbio flutuante, sem intervenção do governo. Analisamos como o “vai e vem” da moeda americana afeta empregos e salários e mesmo como cada setor é influenciado. O seu está entre eles? 

 

Setores que mais contratam com a alta do dólar

Setores que mais contratam com a alta do dólar

As indústrias brasileiras garantem o equilíbrio da balança comercial com o dólar alto, já que produzem em reais e vendem em dólar. As exportadoras de carne, laranja, soja, papel e celulose são as que mais lucram, portanto, as que mais empregam para atender a demanda externa.

Através de uma pesquisa por vagas na nossa plataforma, encontram-se 161 vagas em frigoríficos, com média salarial de R$ 2.476. Já para quem entende de commodities como soja e laranja, há 87 vagas no ramo, com média salarial de R$ 2.160. Na indústria de papel e celulose, há 45 oportunidades, com média salarial de R$ 1.814.

A alta do dólar favorece empresas com foco em exportação no geral e profissionais de comércio exterior se beneficiam do mercado aquecido, com mais de mil vagas na Adzuna e média salarial de R$ 3,571.

 

Turismo interno favorável

Turismo interno favorável

Se a alta do dólar afeta viagens internacionais, já que o custo da passagem aérea e da compra de moeda estrangeira em si impacta o orçamento das férias, o brasileiro acaba optando por destinos nacionais. Para o turista estrangeiro, os destinos brasileiros ficam ainda mais atraentes com a desvalorização do real.

Segundo o Ministério do Turismo, os gastos de turistas estrangeiros já aumentaram 6% comparado com 2017. A alta do dólar fez com que o turismo interno crescesse 10% esse ano em relação ao ano passado, segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagens.

Com a demanda maior, o setor de hotelaria investe em contratação de mão de obra. Prova disso são as mais de 1.500 vagas de empregos em adzuna.com.br para hotelaria no Brasil, com média salarial de R$ 1.752. Especialista em turismo também é uma profissão em alta, com 822 vagas e média salarial de R$ 1.831.

 

Salários estipulados em dólar

Salários estipulados em dólar

Para quem faz a conversão das moedas e sonha em ganhar em dólar, há profissões no Brasil com salários estipulados na moeda americana. As mais comuns são funções em navios atracados e em plataformas offshore de gás e petróleo, mas geralmente é exigido conhecimento da língua inglesa.

No site da Adzuna há 116 oportunidades offshore, com média salarial de R$ 5.049 e 72 vagas em navio, com média salarial de R$ 3.098.

Jogadores de futebol estrangeiros que atuam em clubes locais têm seus salários estipulados em dólar também e esta crise cambial já afetou alguns times. O Palmeiras, por exemplo, contratou quatro jogadores argentinos em 2014, quando o dólar valia R$ 2,26, e agora perde somas milionárias para cobrir estes salários. Outros times como o São Paulo, por exemplo, contratam estrangeiros fixando uma proteção cambial ou aproveitam para faturar com a venda de jogadores brasileiros para times no exterior, como fizeram o Corinthians e o Santos.

 

Como o dólar forte afeta o poder de compra

Como o dólar forte afeta o poder de compra

A alta do dólar encarece muito mais que bens de consumo importados, como carros e eletrônicos. Impacta também o preço de produtos do cotidiano dos brasileiros, como o pãozinho diário. Isso porque metade do trigo consumido no Brasil é importado e cotado em dólar, afetando o preço final de tudo que é produzido com essa matéria-prima, como pães, bolos, massas e biscoitos.

O salário do brasileiro também está mais curto para comprar produtos de limpeza e medicamentos, em sua maioria importados ou produzidos com componentes vindos do exterior.

Quando o dólar sobe, aumenta também o valor do barril de petróleo e, consequentemente, do combustível. Segundo a Confederação Nacional da Indústria, o preço do combustível cresceu 24,4% no segundo trimestre de 2018 em relação ao primeiro trimestre.

Por isso, as empresas que dependem da importação de produtos e insumos investem em profissionais qualificados para otimizar a negociação e trâmites de compra em dólar. Para profissionais com experiência em importação, há 1.726 vagas na área com média salarial de R$ 2.809.

 

A recuperação da nossa moeda dependerá de como será o novo governo do presidente eleito e se a alta dos juros americanos continuará a crescer. Mas em toda crise há oportunidade e uma rápida pesquisa na ferramenta de busca da Adzuna facilita a busca por emprego ao reunir, em um só lugar, as melhores vagas dos maiores sites de emprego do Brasil.